quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Deuses Celtas - Mitologia Irlandesa



Mitologia Irlandesa


- Áine: Deusa do amor, da fertilidade e do verão. Rainha dos reinos feéricos dos Tuatha de Danann, conhecida como "Cnoc Áine" (Monte de Áine) é a soberana da terra e do sol, associada ao solstício de verão, às flores e as fontes de água. Áine (pronuncia-se Enya) - filha de Manannán Mac Lir - representa a luz brilhante do verão. Como uma Deusa solar, podia assumir a forma de uma égua vermelha.


- Angus Mac Og / Oengus: Deus da juventude, do amor, da beleza e da inspiração poética, um Tuatha de Danann. Era filho de Dagda e Boann e, assim como o pai, possuía uma harpa mágica, que produzia um som doce e irresistível. Foi associado à "Brugh na Bóinne" (Newgrange - Irlanda). Angus se apaixonou por uma linda jovem do Sídhe, mas somente a via em sonhos. Essa é uma lenda que faz parte do Ciclo Mitológico Irlandês, conhecida como: o Sonho de Oengus.


- Badb: Deusa da guerra, dos campos de batalha e das profecias. Era conhecida como: o Corvo de Batalha ou a Gralha Escaldada. Com suas irmãs, Macha e Morrighan, formava um trio de Deusas guerreiras, as filhas da Deusa-mãe Ernmas, que morreu em "A Primeira Batalha de Magh Turedh", conto que descreve como os Tuatha Dé Danann tomaram a Irlanda dos Fir Bolg. Badb rege a morte, a sabedoria e a transformação.


- Bilé: Considerado o pai dos Deuses e dos homens. Companheiro de Dana e pai de Dagda, o principal líder dos Tuatha Dé Danann. Alguns mitos dizem que ele era o antepassado dos Milesianos, último grupo de soldados liderados por Mil Espáine, que invadiram a Irlanda na época de Beltane e derrotaram os Tuatha de Danann. Bilé é o Deus do Outro Mundo, considerado o "primeiro ancestral", associado às fogueiras da purificação. Na tradição irlandesa "Bilé" significa "Árvore Sagrada", que pode representar uma árvore real ou um ponto de referência central a um local religioso ou altar.


- Brigit / Brigid / Brighid / Brig: Deusa reverenciada pelos Bardos, tanto na Irlanda como na antiga Bretanha, cujo nome significa "Luminosa, Poderosa e Brilhante". Brighid, a Senhora da Inspiração, era filha de Dagda, associada à Imbolc e as águas doces de poços ou fontes, que ficam próximos às colinas. É a Deusa do fogo, da cura, do lar, da fertilidade, da poesia e da arte, especialmente a dos metais. Brighid também é uma Deusa guerreira, conhecida como "Bríg Ambue", a protetora soberana dos Fianna. Brighid era consorte de Bres e mãe de Ruadan, que foi morto ao espionar os Fomorianos. Ela sentiu profundamente a morte do filho, dando origem ao primeiro lamento poético de luto irlandês, conhecido como keening.


- Boann / Boand / Boyne: Deusa que deu nome ao rio Boyne, na Irlanda, descrito nos poemas "Dindshenchas" - lendas relacionadas à origem dos nomes dos lugares sagrados da Irlanda - do Ciclo Mitológico Irlandês e na lenda do "Salmão da Sabedoria". Ela era esposa de Nechtan, o Deus do rio. Também é mãe de Angus Mac Og com o grande Dagda. Para esconder o adultério de Boann, Dagda usou o seu poder para esconder a gravidez de Boann, fazendo uma viagem de nove meses parecer ser de apenas em um dia e uma noite. É a deusa da fertilidade, da abundância e da prosperidade.


- Cailleach: É a Deusa da terra e das rochas, diz a lenda que ela criou os morros e as montanhas a sua volta, ao atirar pedras em um inimigo. Na mitologia irlandesa e escocesa é conhecida também como a "Cailleach Bheur", que significa mulher velha, às vezes, descrita de capuz com o rosto azul-cinzento. Geralmente é vista como a Deusa da última colheita (Samhain), dos ventos frios e das mudanças, aquela que controla as estações do ano, Senhora das pedras e do inverno, mais antiga que o próprio tempo.


- Dagda: Deus da magia, da poesia, da música, da abundância e da fertilidade. No folclore irlandês, Dagda era chamado de "O Bom Deus", possuía todas as habilidades sendo bom em tudo, "Eochaid Ollathair" (Pai de todos) e "Ruad Rofhessa" (Senhor de Grande Sabedoria), considerado mestre de todos os ofícios e senhor de todos os conhecimentos. Consorte de Boann, teve vários filhos, entre eles Brighid, Angus, Midir, Finnbarr e Bodb, o Vermelho. Dagda tinha um caldeirão mágico, o Caldeirão da Abundância, que nunca se esvaziava e uma harpa de carvalho chamada "Uaithne", que fazia com que as estações mudassem, quando assim o ordenasse. Além disso, tinha um casal de porcos mágicos que podiam ser comidos várias vezes e que sempre reviviam, bem como, um pomar que, independente da estação, dava frutos o ano todo.


- Dana / Danu / Danann: Considerada a principal Deusa Mãe da Irlanda e do maior grupo de Deuses, os Tuatha Dé Danann, o Povo de Dana ou o Povo Mágico (Daoine Sidhe), a tribo dos seres feéricos. Às vezes, identificada como Anu ou Ana, seu nome significa conhecimento. Era consorte de Bilé e mãe de Dagda. Em Munster, na Irlanda, Dana foi associada a dois morros de cume arredondados, chamados de "Dá Chich Anann" ou "Seios de Ana", por se parecem com dois seios. É a Deusa da fertilidade, da terra e da abundância.


- Dian Cecht / Diancecht: Deus da cura foi o grande médico e curador dos Tuatha Dé Danann, responsável pela restauração do braço de Nuada por um outro braço de prata. Diancecht era irmão de Dagda e teve vários filhos, entre eles Airmid, Etan, Cian, Cethé, Cu e Miach. Seu nome significa "Rápido no poder".


- Erin / Eriu: Filha de Fiachna e Ernmas, descrito no Lebor Gabála Érenn (Livro das Invasões). Junto com suas irmãs Banba e Fotla, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha Dé Danann, que deu seu nome à Irlanda, através de uma promessa feita por Amergin, após a invasão dos Milesianos.


- Flidais: Deusa da floresta, dos bosques, da caça e das criaturas selvagens, representa a força da fertilidade e da abundância. Viajava numa carruagem puxada por cervos e tinha uma vaca mágica que dava muito leite. Seu nome significa "Doar", elucidado no conto de "Táin Bó Flidais" - O Roubo do Gado de Flidais, da saga do "Táin Bó Cuailnge". Tinha o poder de se metamorfosear na forma de qualquer animal.


- Goibniu / Goibhniu: Era o grande ferreiro, construtor e mestre da magia. Goibniu, junto com Credne e Luchta, formavam os três artesãos divinos, conhecidos como os "Trí Dé Dána". Foi quem forjou todas as armas dos Tuatha Dé Danann e criou o novo braço para o rei Nuada. Suas armas sempre atingiam o alvo e a ferida provocada por elas, era fatal. Deus dos ferreiros, das habilidades culinárias e do trabalho com metais em geral.


- Lir / Lear: No folclore irlandês, Lir era o Deus do mar, considerado também, o Senhor do submundo (o mundo dos ancestrais), da magia e da cura. Lir era pai de Manannán Mac Lir e das crianças Fiachra, Conn, Fingula e Aod, que foram transformadas em cisnes por causa do ciúme da sua madrasta Oifa, nos contos do Ciclo Mitológico Irlandês, conhecido como: O Destino dos Filhos de Lir.


- Lugh / Lug / Lugus: Um dos grandes heróis da mitologia irlandesa, Lugh era filho de Cian (neto por parte dos Dananns de Dian Cecht) e de Ethniu, filha de Balor, rei dos Fomorianos. Uma profecia dizia que Balor seria morto por seu neto. Para evitar esse destino, mandou dar fim nos netos, mas Lugh sobreviveu e foi criado por Tailtiu, sua mãe adotiva. Sua festividade é Lughnasadh, a festa da primeira colheita. Ficou conhecido como "Lugh Lámfada" - Lugh dos braços longos e "Lugh Samildanach" - Lugh, o artesão múltiplo. Lugh é o Deus dos ferreiros, cujo domínio incluía a magia, as artes e todos os ofícios em geral, seu nome significa "Luz" - brilhante como o Sol. Guardião da espada mágica e da lança invencível, vinda da cidade de Gorias, um dos quatro tesouros dos Tuatha Dé Danann.


- Macha: Deusa da fertilidade e da guerra, filha de Ernmas, junto com as irmãs Badb e Morrighan, podia lançar feitiços sobre os campos de guerra. Após uma batalha os guerreiros cortavam as cabeças dos inimigos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de a "Colheita de Macha". É a Deusa dos equinos, que durante a gravidez foi forçada a uma corrida de cavalos. Quando chegou ao final, entrou em trabalho de parto e deu à luz a gêmeos. Antes de morrer, Macha colocou uma maldição sobre os homens da província para que em tempos de opressão e maior necessidade, eles sofreriam dores como as de um parto.


- Manannán Mac Lir: Filho de Lir, associado ao mar e ao Outro Mundo, homenageado como uma das principais divindades ctônicas e marítimas, reverenciado como protetor dos marinheiros. Viaja pelo mar muito mais rápido que o vento em um barco mágico puxado por um cavalo chamado Enbharr, que significa "Espuma de água". Mestre na mudança de forma, Manannán era uma divindade popular entre os Bardos e todos aqueles que praticavam a magia. Quando os Dananns foram derrotados pelos Milesianos, foi Manannán quem os levou à Tir na nÓg, através de colinas subterrâneas, o Sídhe. Ele tinha uma armadura impenetrável, uma capa mágica do esquecimento e da invisibilidade, o ramo de prata e a taça da verdade.


- Morrigu / Morrigan / Morrighan: É a Grande Rainha "Mor Rioghain", na mitologia irlandesa, da tribo dos Tuatha Dé Danann. Senhora da Guerra, possuía uma forma mutável e o poder mágico de predizer o futuro. Reinava sobre os campos de batalha e junto com suas irmãs Badb e Macha eram conhecidas pelo nome de "Três Morrígans", relacionadas à triplicidade que, para os celtas, significava a intensificação do poder. Associada aos corvos, o lobo, ao mar e as fadas, além da associação à Maeve, rainha de Connacht, casada com o rei Ailill e a Morgana, das lendas arthurianas. Podia mudar sua aparência à vontade, como em um lobo cinza avermelhado. Nos mitos relacionou-se com Dagda e apaixonou-se pelo grande herói celta, CuChulainn, que despertou toda sua fúria, ao rejeitá-la. Deusa da morte e do renascimento, da fertilidade, do amor físico e da justiça.


- Nuada: No folclore irlandês, era reverenciado como rei e grande líder dos Tuatha Dé Danann. Possuía uma espada invencível, vindo da cidade de Findias e que fazia parte dos Tesouros de Dananns. Na primeira Batalha de Magh Turedh perdeu o braço ou a mão, órgão que foi restituído, mas fez com que ele perdesse o trono da tribo. Ficou conhecido como "Nuada, Braço de Prata" ou "Nuada, Mão de Prata". Nuada era o Deus da justiça, cura e renascimento; irmão de Dagda e Dian Cecht.


- Ogma / Oghma: Deus da eloqüência, da vidência e mestre da poesia que, na tradição irlandesa, segundo o "Livro de Ballymote", foi quem inventou o alfabeto oracular "Ogham", utilizado pelos antigos Druidas, baseado em árvores sagradas. Ogma, meio-irmão de Dagda, Bres e Lugh, era um guerreiro, retratado como um ancião com sorriso no rosto, vestindo casaco de pele e carregando um arco e bastão.


- Scathach / Scatha / Scath: Seu nome significa a "Sombra", aquela que combate o medo. Deusa guerreira e profetisa que viveu na Ilha de Skye, na Escócia. Ensinava artes marciais para guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era dura e impiedosa. Considerada a maior guerreira de todos os tempos foi a responsável por treinar CuChulainn.

Fonte: Templo de Avalon

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

AS NOVE FASES DA LUA )o(

Sabemos que de acordo com o posicionamento em relação ao Sol e a Terra, vemos a Lua de formas diferentes, essas formas são o que chamamos de Fases da Lua. As fases mais conhecidas são as que vem no calendário: Nova, Quarto Crescente, Cheia e Quarto Minguante. Porém a Lua possui mais algumas fases que podem ser aproveitadas para as práticas mágicas. Abaixo segue uma visão geral das nove fases lunares e quais as melhores atividades para essas épocas.

1- Lua Nova: 

Sua energia é favorável para despertar o potencial latente, favorecendo os novos começos em todos os sentidos: negócios, empregos, amor e vida. É a fase do plantio para impulsionar a germinação. 

2- Lua Emergente: 

É a entre fase da Lua Nova para o Quarto Crescente. Sua energia gera coragem para começarmos a ação para o nosso projeto. É o tempo para a manifestação para a semente que plantamos. 

3- Lua Crescente: 

É o momento propício para estruturar e tornar prático o que antes era apenas um sonho. É a fase do crescimento da nossa semente, do nosso projeto, quando ele está criando forma, identidade e força. 

4- Lua Convexa: 

É a entre fase do Quarto Crescente para a Lua Cheia. Sua energia revela a verdade oculta nos obstáculos e acontecimentos que ocorrem nas transformações. É a fase do florescimento e dos detalhes para garantirmos a nossa colheita.

5- Lua Cheia: 

É o ápice da irradiação do poder lunar à Terra. As reações emocionais se tornam muito mais intensas e podem se desequilibrar facilmente. Em compensação, a sensibilidade e o romantismo estarão no máximo de suas possibilidades. É o momento de encontrar um grande amor e equilíbrio para o futuro, afinal, o Sol e a Lua estão do mesmo tamanho visual no céu.

6- Lua Disseminadora: 

É entre a fase da Lua Cheia para a Lua Minguante. Sua energia direciona e dispersa os instintos primitivos para fortalecer o nosso poder. É a hora da colheita, um momento propício para a avaliação e introspecção para a clareza dos resultados.

7- Lua Minguante: 
Sua vibração e energia são poderosas para neutralizar, limpar e cortar todo o mal e tudo que possa ser nocivo em nossas vidas. É o balanço das recompensas, das descobertas, reaprendendo para o novo plantio, trabalhando com o desapego e sentindo a energia do morrer para renascer. 

8- Lua Balsâmica: 

É a entre fase do Quarto Minguante para a Lua Nova. Sua energia é regeneradora libertando-nos de tudo o que é falso, dissolvendo os nossos apegos e as nossas limitações, encaminhando-nos para novos caminhos. É a hora da renovação, da meditação, da purificação e da preparação para o novo ciclo.

9- Lua Negra

Dois dias antes da Lua Nova e no primeiro dia desta (algumas pessoas contam apenas como três dias antes da Nova), a Lua é considerada na sua fase Negra.Alguns praticantes contam esta Lua junto com a Lua Balsâmica, porém as energias são diferentes. A Lua Negra é o momento "ponto zero" quando a Lua está recebendo pouca ou nenhuma luz do Sol e por isso mostra-se como realmente é. Esse é o melhor momento para meditação, reavaliar padrões e enfrentar as sombras. Não se recomenda que magias sejam feitas nessa época. 

A Lua também possui algumas fases especiais. Quando ocorrem duas Luas Cheias no mesmo mês, a segunda é chamada de Lua Azul que uma ótima fase para fazer desejos e entrar em contato com o Povo da Fadas. Já quando ocorrem duas Luas Novas, a segunda é chamada de Lua Violeta que possui esse nome devido ao seu alto poder de transmutação e purificação.

O QUE É A WICCA?

A Wicca é uma religião neo-pagã que teve como o marco do renascimento, da antiga religião, a publicação do livro de Gerald Gardner, o livro “A Bruxaria Hoje”, isto em 1954, na Inglaterra. Muitas pessoas assemelham a Wicca com Satanismo, ou práticas ligadas ao diabo (que é uma espécie de “Deus” cristão do mal, criado para afastar as pessoas da feitiçaria na Idade Média), mas isto é falso. A Wicca não reconhece o diabo e muito menos o cultua. O que existe é a imagem do Deus Cornífero, que por ter chifres as religiões cristãs o julgam como um ser do mal. Há diversas mitologias e crenças celebradas na Wicca.

Ser Wiccaniano é se encontrar com o divino através dos elementos. A Deusa está dentro de nós, sempre aguardando que nós a escutemos-a. Adotamos como crendice vários costumes. As crenças Celtas, por exemplo. Os povos celtas acreditavam na figura do divino feminino, no caso a Grande Deusa Mãe. A Wicca acredita na imagem do sagrado feminino, a Deusa Tríplice (a jovem, a virgem ou donzela, a mãe ou simplesmente mulher e a velha, a anciã, a sábia).

Realizamos nossos 8 (oito) Sabbats e os 13 (treze) Esbbats, que são nossos "feriados".

A Wicca é o portal entre o mundo material e espiritual, já que não existe mundo material sem o espiritual. Todos nós saímos do Útero da Grande Deusa Mãe, e a ela sempre voltaremos. A vida é um ciclo que nós mesmo traçamos, com a ajuda dos Deuses, é claro.